E no fundo, é quase sempre sobre a mesma coisa. E essa mesma coisa é sede. Sede de viver, de saber, de beber, de prazer, de descobrir. Sede de qualquer coisa que soe muito forte e verdadeira a ponto de nos saciar por um tempo sempre curto demais.
Sede infinita de coisas doces, que acabam por nos matar de diabetes afetiva.
E você, tem sede de quê?
Eu tenho sede de.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
Scott Fitzgerald
"A vida é todo um processo de demolição. Existem golpes que vêm de dentro, que só se sentem quando é demasiado tarde para fazer seja o que for, e é quando nos apercebemos definitivamente de que em certa medida nunca mais seremos os mesmos."
domingo, 19 de julho de 2009
Conversa no espelho
Removi do meu orkut esses dias o link desse blog que sabia às traças, nem olhei antes, pra não pensar. Mas hoje, vagando, vim parar aqui e me deparei com essas palavras em completo abandono e esquecimento. E isso me chateou a ponto de tomar uma atitude.
Não pelos textos em si, que nem são muito bons, mas por essa falta de persistência que persisto em ter com o que me faz bem, como por exemplo, dar vazão as coisas, reais ou não, que povoam minha mente.
E pensar que perco tanto tempo com bobagens...
Mas isso vai mudar.
Isso vai mudar? Como?
Não sei. E se eu prometesse continuar?
Mas prometer pra quem? Quem se importa?
Eu me importo, prometo para mim mesma, ora!
Espero que baste.
Não pelos textos em si, que nem são muito bons, mas por essa falta de persistência que persisto em ter com o que me faz bem, como por exemplo, dar vazão as coisas, reais ou não, que povoam minha mente.
E pensar que perco tanto tempo com bobagens...
Mas isso vai mudar.
Isso vai mudar? Como?
Não sei. E se eu prometesse continuar?
Mas prometer pra quem? Quem se importa?
Eu me importo, prometo para mim mesma, ora!
Espero que baste.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
domingo, 6 de julho de 2008
Sem título
E todas as pessoas que passam pela nossa vida não passam em vão. Não, não estou falando de propósitos ou destino, todo mundo sabe que eu não acredito nessas coisas. Mas é que elas não podem passar em vão, a gente não pode deixar sabe. Essas histórias todas precisam valer a pena, porque se afinal a gente vive sempre em função do antes e do depois, já que não dá mesmo para viver no agora, visto que o agora dura menos tempo que o tempo de dizer “agora”, então vivemos de lembranças, muitas lembranças, que constroem e sedimentam coisas boas e/ou ruins no nosso ser e algumas expectativas, que nos impulsionam para frente, mesmo sabendo que as coisas não vão sair exatamente como prevemos, mesmo porque, não é possível prever e é aí que mora a graça toda.
ps: palavras a esmo, que não fazem parte de um conto, nem de uma crônica, nem de nada, mas que ficam martelando, criam vida própria e saem por aí... Mas talvez eu ainda escreva o fim e quem sabe até o começo desse texto.
ps: continuo gostando de ps’s. Certas coisas são mesmo imutáveis.
ps: palavras a esmo, que não fazem parte de um conto, nem de uma crônica, nem de nada, mas que ficam martelando, criam vida própria e saem por aí... Mas talvez eu ainda escreva o fim e quem sabe até o começo desse texto.
ps: continuo gostando de ps’s. Certas coisas são mesmo imutáveis.
sábado, 14 de junho de 2008
Ensaio sobre a ruptura
Pois bem, justo nesse meu momento “escrevendo” um amigo vem me falar no msn de um previsível final de relacionamento e eu pensei em como são tristes os finais, mesmo que seja previsível, que seja melhor assim, que não haja mais sentimentos.
Lembrei daquela frase do Caio F. “...eu tive tanto amor um dia " e penso que muito mais do que a ruptura, isso seja na verdade o mais triste, você ter uma coisa bonita, amor, paixão, qualquer tipo de afeto e de repente te arrancarem isso de alguma forma. E só sobrar raiva e mágoa e esse sentimento de perda daquilo que era só seu e tinha cara de eternidade. Pensar, repensar e não descobrir o momento exato em que tudo virou pó. Sim, porque deve haver um momento do “princípio do fim”, assim como há um momento em que você se dá conta disso. E você lembra quase rindo da vida que vocês idealizaram “juntos para sempre”. Ou talvez não tenham idealizado nada, talvez as coisas não chegaram a ser, talvez tenham sido muito menos do que imaginara e talvez você só tenha sofrido. E sozinho. E aí você se pergunta se tudo isso vale a pena. Vale. Você viveu, pode não ter sido feliz, ou pode não ter sido como queria, mas você viveu. E no final das contas, o que importa mesmo é estar vivo.
E além do mais, você precisa continuar a viver, estudar, trabalhar, ganhar a vida de alguma forma, tem os amigos, as festas e aí de repente vem outra pessoa, outra pessoa especial, e é tudo mágico outra vez. E você para de pensar nessas coisas. Ou não.
Lembrei daquela frase do Caio F. “...eu tive tanto amor um dia " e penso que muito mais do que a ruptura, isso seja na verdade o mais triste, você ter uma coisa bonita, amor, paixão, qualquer tipo de afeto e de repente te arrancarem isso de alguma forma. E só sobrar raiva e mágoa e esse sentimento de perda daquilo que era só seu e tinha cara de eternidade. Pensar, repensar e não descobrir o momento exato em que tudo virou pó. Sim, porque deve haver um momento do “princípio do fim”, assim como há um momento em que você se dá conta disso. E você lembra quase rindo da vida que vocês idealizaram “juntos para sempre”. Ou talvez não tenham idealizado nada, talvez as coisas não chegaram a ser, talvez tenham sido muito menos do que imaginara e talvez você só tenha sofrido. E sozinho. E aí você se pergunta se tudo isso vale a pena. Vale. Você viveu, pode não ter sido feliz, ou pode não ter sido como queria, mas você viveu. E no final das contas, o que importa mesmo é estar vivo.
E além do mais, você precisa continuar a viver, estudar, trabalhar, ganhar a vida de alguma forma, tem os amigos, as festas e aí de repente vem outra pessoa, outra pessoa especial, e é tudo mágico outra vez. E você para de pensar nessas coisas. Ou não.
A culpa é da Cíntia. E do Yann Tiersen
Veja você. Eu era uma pessoa que tinha um blog, agora sou uma pessoa que faz TCC e conseqüentemente abandonou o tal blog que nunca teve futuro mesmo.
Pois eis que neste sábado à noite, enclausurada em casa pela dor de garganta e o frio, entrei por acaso no orkut de uma amiga e cliquei no link que tinha ali. Era o blog dela. E o último texto falava que as melhores idéias surgem ao se ouvir música instrumental, então eu, que incrivelmente não escutava nada no momento, pus o Yann Tiersen a trabalhar aqui. Continuei a ler as pequenas obras-primas da minha doce amiga cintilante e não é que me deu uma vontade de voltar a escrever aqui?
Se bem que “voltar a escrever aqui” soa quase como uma promessa, acho meio forte para mim que persisto em tão poucas coisas. Então escreverei aqui hoje. E talvez de novo nas férias de julho. Não prometo mais nada.
Claro que antes de escrever qualquer coisa li o que havia aqui e sim, continuo detestando o que escrevo. Mas em um esforço de assumir meus feitos, ou talvez por pura preguiça de criar um novo “diário virtual” resolvi seguir daqui mesmo. Mesmo porque leio meus textos e juro que são de outra pessoa. Não me reconheço mais neste espelho. Incrível como a gente muda em tão pouco tempo.
Pois eis que neste sábado à noite, enclausurada em casa pela dor de garganta e o frio, entrei por acaso no orkut de uma amiga e cliquei no link que tinha ali. Era o blog dela. E o último texto falava que as melhores idéias surgem ao se ouvir música instrumental, então eu, que incrivelmente não escutava nada no momento, pus o Yann Tiersen a trabalhar aqui. Continuei a ler as pequenas obras-primas da minha doce amiga cintilante e não é que me deu uma vontade de voltar a escrever aqui?
Se bem que “voltar a escrever aqui” soa quase como uma promessa, acho meio forte para mim que persisto em tão poucas coisas. Então escreverei aqui hoje. E talvez de novo nas férias de julho. Não prometo mais nada.
Claro que antes de escrever qualquer coisa li o que havia aqui e sim, continuo detestando o que escrevo. Mas em um esforço de assumir meus feitos, ou talvez por pura preguiça de criar um novo “diário virtual” resolvi seguir daqui mesmo. Mesmo porque leio meus textos e juro que são de outra pessoa. Não me reconheço mais neste espelho. Incrível como a gente muda em tão pouco tempo.
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